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01.Mai - Sertão Interior - Thiago Andrade
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Sertão Interior - Thiago Andrade

Qual momento você está passando agora? Se for de seca, qual seca você tem experimentado?  

 “Quando olhei a terra ardendo, qual fogueira de São João. Eu perguntei a Deus do céu: ai, por que tamanha judiação? Que braseiro, que fornalha. Nem um pé de plantação. Por falta d’água perdi meu gado. Morreu de sede meu alazão. (...) Hoje longe, muitas léguas. Numa triste solidão. Espero a chuva cair de novo, pra mim voltar pro meu sertão” (Luiz Gonzaga). O compositor expressa nessa música o lamento do sertanejo diante da seca, da destruição da plantação, da perda do gado, da morte de seu cavalo. Decide partir de sua terra em busca de melhores condições. Lá, a longas distâncias, experimenta uma triste solidão e promete voltar quando a chuva cair novamente.

Ao longo da vida, experimentamos diversos momentos de seca. Qual momento você está passando agora? Se for de seca, qual seca você tem experimentado? Destruição, perda, morte... todas essas são conseqüências da seca que não podem roubar de nós a esperança da chegada da chuva que, com suas águas, lava-nos, purifica-nos e nos renova. Diante das destruições provocadas pela seca, é preciso recordar que Deus sempre pode tocar, com suas mãos, em tudo o que existe de morte em nosso interior e nos fazer reviver com a chuva de água viva. Assim, ao encontrar nosso sertão interior, podemos nos questionar, neste tempo de quaresma: o que necessita tornar a viver em nós?

A experiência do homem sertanejo nos mostra que ele não permaneceu no seu lamento. Mesmo diante de uma vivência triste acerca da destruição da plantação, da morte do gado e de seu cavalo, ele resolveu tomar uma atitude, que no seu caso foi de sair da sua terra em busca do novo. E você amado(a) irmão(ã), qual atitude você necessita tomar? Qual será o “novo” que Deus tem para sua vida? De qual terra você precisa sair? É interessante perceber que ele não perde suas esperanças, nem mesmo diante de uma experiência triste com a solidão. Ele promete que voltaria para sua terra, quando voltasse a chover, pois ele sabia que “a esperança é como uma âncora, segura e firme”(Hb 6, 19), o qual ele poderia se apoiar. O sertanejo, homem temente a Deus, sabia para Quem dirigia seus lamentos e seus prantos; sabia Onde colocava sua esperança.

Tal é o desejo do sertanejo pela chuva, que mesmo sabendo que ela poderia provocar erosões nos solos; que pela ajuda do vento, poderia fazer cair árvores altas, antigas e apodrecidas; alagar terrenos por algum tempo; levar objetos jogados pelas estradas; ainda assim ele suplica a Deus pelas águas que abastecem, mesmo que suas consequências, por vezes, tenham a pintura da dor. Assim, deixemos que a Água Viva de Deus inunde nosso interior e realize as graças necessárias, a fim de que voltemos para o Pai, com todo o nosso coração, com toda nossa alma, com todo nosso entendimento e com todas as nossas forças, pois foi de Deus que viemos e nele está a água que sacia toda a nossa sede. “Quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna.” (Jo 4, 14)

Amado(a) irmão(ã), permita que o próprio Deus toque em seus sertões interiores; nas árvores altas, antigas e apodrecidas que foram crescendo; nos objetos jogados no solo do seu coração que foram te afastando do Pai; nas plantações que se perderam; nos gados secos e sedentos; nos alazões preciosos que você perdeu, pois é Ele mesmo, nesse tempo quaresmal e na celebração da ressurreição, Quem vai reanimar o que necessita de vida!


Fonte: Thiago Andrade (Aliança - Anápolis)

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