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14.Ago - -Vocação...
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-Vocação...
“Minha vocação é o amor!” 
(Santa Teresinha do Menino Jesus)

Descobrir nosso chamado, entender qual é a nossa vocação, descobrir nosso lugar na igreja, muitas vezes pode ser um caminho longo... Um caminho que vai sendo percorrido com lágrimas, dúvidas, medos e confusão de sentimentos. Mas, também, um caminho que vai sendo firmado na oração, no sorriso que vai brotando de maneira espontânea, pelo simples fato de saber que é amado por Deus e por aquele desejo de “gritar” para o mundo ouvir essa verdade que arde no coração, mesmo quando você se vê tendo que renunciar inúmeras coisas e vontades para dar seu sim.
Precisamos estar atentos para ouvir a voz de Deus. Ele utiliza várias maneiras e pessoas para apontar a Sua vontade e não desiste de nos mostrar a direção, mesmo quando insistimos em percorrer outros caminhos, mesmo quando escolhemos viver outras realidades. A pedagogia de Deus é única com cada um. Ele sempre vai mostrar a direção de alguma forma, sempre irá insistir no chamado, apontando o caminho, porém, cabe a nós termos a coragem e a decisão de assumirmos o chamado e vivermos os planos de Deus. 

Deus sempre fala, Deus sempre mostra! Na minha vida foi assim... O Senhor precisou insistir e convencer meu coração de uma verdade que eu sempre soube e Ele nunca desistiu de me apontar à direção. Eu cresci dentro da Igreja Católica, tive minha primeira experiência concreta com amor de Deus aos 14 anos e, desde essa época, eu sentia que eu tinha um chamado especifico, que Deus me queria mais próxima ainda d’Ele, mesmo estando servindo nas pastorais da minha paróquia. Com o passar dos anos fui colocando os dons que o Senhor me concedeu a serviço d’Ele e de modo mais ativo, através da renovação carismática. Ainda assim, meu coração não estava satisfeito, eu queria poder fazer mais, eu sentia que poderia ser mais de Deus, fazer mais por Ele, viver de modo mais concreto a santidade e o amor pelo qual, como cristãos, somos chamados a viver.
Mas eu desejava também ser livre. Fui crescendo com um desejo muito forte no meu coração de ser livre, de ser independente, de ditar as regras da minha vida, de viver segundo os moldes que o mundo foi gritando aos meus ouvidos todos os dias: me formar, ter uma carreira, ser reconhecida, ter boa condição financeira e com o passar dos anos ter filhos... eram passos essenciais para alcançar o que costumava chamava de felicidade perfeita! 

Todas as vezes que eu sentia o desejo de estar mais perto de Deus, que eu ia entendendo que o meu chamado era maior do que eu estava vivendo naquele momento, eu me fechava novamente para não buscar qual seria esse caminho que Deus me chamava, porque eu acreditava que esse caminho me afastaria do desejo de liberdade e da ideia equivocada de felicidade que eu tanto cultivava. Assim, comecei a colocar a minha carreira como centro da minha vida, fui buscar com todas as forças a liberdade e independência que sempre sonhei. Mesmo assim, não me esqueci do amor de Deus! Durante um tempo até tentei afastar, esquecer d’Ele, mas eu sempre voltava, não conseguia me manter longe do Senhor. Com o tempo parei de tentar fugir desse amor, voltei a servir, mas ainda assim vivia aqueles planos de liberdade e felicidade intensamente, toda a minha vida girava em torno da minha carreira, o meu servir a Deus era limitado pelos meus próprios planos e interesses. 
Cheguei ao ápice dos meus planos. Tinha conquistado praticamente tudo que sonhei, minha carreira deslanchava, era respeitada no meu ambiente de trabalho, tudo havia saído conforme os meus planos, estava a um passo de tudo que planejei! Mas, e o que eu sentia? Um vazio enorme! Eu tinha conquistado a liberdade de ir e vir, de tomar minhas próprias decisões, mas eu me sentia presa a um imenso vazio, era como se ainda faltasse algo que faria toda diferença no meio de tantas conquistas. Meu coração ainda “gritava” por estar mais próximo de Deus, eu queria fazer muito mais, eu queria ser muito mais de Deus, mas eu preferia calar esse desejo em mim. 

Mas como disse anteriormente, a pedagogia de Deus é única com cada um. Meu pai teve um problema de saúde e esse foi o modo que o Senhor utilizou para que eu começasse a entender que os meus valores estavam invertidos, que o centro da minha vida estava sendo ocupado de modo errado... que eu não podia servir a dois senhores, que um só era o Senhor e devia ser o centro da minha vida. Comecei, então, a olhar para os lados. Comecei a prestar atenção nos simples detalhes. Comecei a rezar pelo vazio que eu sentia. Comecei a ouvir o Senhor que falava comigo através de irmãos e pequenos acontecimentos diários... Quando percebi, eu já não era apenas uma participante da Comunidade Nova Aliança que rezava o cerco de Jericó. Percebi que o Carisma estava em mim, que era parte de mim, que a cada nova oportunidade que eu dava em direção a assumir minha vocação, mais completa eu ia ficando, mais certeza ia tendo da minha decisão!

Foi um caminho difícil, mas de grande crescimento! Tive que abrir mão de muitas coisas, muitos desejos, planos e sonhos que cresceram junto comigo, planos e sonhos os quais eu tinha como verdade inquestionável na minha vida. Hoje, porém, eu percebo como Deus foi generoso comigo. Entender que eu sou uma filha muito amada de Deus, abraçar minha vocação, viver essa vida missionária como Nova Aliança, sendo sal da terra e luz do mundo, podendo transbordar o amor de Deus em tantos corações por onde eu ando, é o que preencheu meu vazio. É estando “presa” ao amor de Deus que eu vivo a liberdade que eu tanto busquei, a liberdade de ser filha de Deus e sentir-me plena vivendo esse amor. 
Viver uma vocação, dizer sim a Deus todos os dias é uma batalha constante nesse mundo de hoje, mas eu me sinto plena vivendo a vontade de Deus para minha vida, mesmo nas lutas diárias. Assumir uma vocação não é achar que você não sofrerá mais, que sua vida será um “mar de rosas”, ao contrário, é ter a certeza que seu coração encontrará paz ao deixar-se transbordar pelo amor d’Aquele que te chamou desde o ventre materno. 

Se você amado irmão(ã), se sente incomodado(a), tem o desejo de viver mais próximo a Deus, busca fazer e servir sempre mais a Deus, não deixe de buscar, de adentrar as realidades do seu coração, de “pedir ajuda” a quem está ao seu lado e a rezar pela sua vocação. Se abra aos planos de Deus, permita que Ele seja o centro da sua vida e que fale ao seu coração, porque Ele está sempre pronto para apontar a direção! Se abra ao novo de Deus na sua vida, sem reservas!

-Wanessa Carvalho


Fonte: - Karla Aparecida

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