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16.Nov - Ainda embrião Teus olhos me viram.
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Quem já conseguiu medir o amor? Qual medida usou? Por palavras? Quais e quantas seriam? Por ações? Quantas e quais seriam? Pelas juras ou pelas provas? Como medir o amor? O sábio e santo homem Agostinho disse: “A medida do amor é amar sem medidas”.  Existirão muitos que tentarão encontrar padrões de comparação para se chegar a uma medida do amor. Talvez pelas 70 vezes que perdoou. Talvez, pelo quanto sofreu e não desistiu de amar. Talvez, pelas vezes que fez o que deveria fazer, ao invés de guiar-se unicamente pelos sentimentos. Quem fez tudo isso amou? É possível que sim, porém, apenas Alguém saberá: “o Espírito de Deus [que] sonda tudo” (1 Cor. 2,10) e que conhece o mais profundo do nosso “Ser”.


O belíssimo Salmo 138 pode ajudar-nos a compreender muito do amor. Diz o Salmista: “Não te eram ocultos os meus ossos quando eu estava sendo formado em segredo (...). Ainda embrião, teus olhos me viram” (Sl. 138, 15-16). Este é o amor de Deus por mim e por você. Alguém que sonhou comigo e com você desde sempre. Alguém que me conhece e te conhece por inteiro. Alguém que sempre me olha e te olha com um olhar de amor. Alguém cujo amor é gratuito, incondicional e pessoal. Como medir um amor assim?


Outra imagem que me ensina muito sobre o amor é quando um casal recebe a notícia tão esperada de uma gravidez. Ainda que embrião, quanto amor aquele casal já tem por aquele presente Divino? Os olhos deste casal não podem vê-lo assim como Deus pode, mas já é amado sem ser visto, sem ter sentido e sem ter tocado. Já é amado independentemente do “como” acontecerá essa gravidez. Já é amado independentemente se aquele pequenino “Ser” vencerá ou não todos os desafios até que seus olhos encontrem pela primeira vez os olhos dos amantes. Como medir um amor assim?


O amor tem a bela característica de movimentar-se. Deus, o “Ser” amante, ama gratuitamente o “ser” amado- o homem. Este por sua vez, ainda sendo o “ser” amado, “vai além de si” e passa também a ser o “ser” amante, que tem então a capacidade necessária, dada por Deus, para amar. O amor, neste sentido, passa a revelar outra característica fundamental, a de ser “amor-doação”. Jesus nos ensinou bem quando disse que “não existe maior amor do que dar a vida por seus amigos”. Tanto disse, quanto fez. Como medir um amor assim?


O amor não é uma emoção fugaz ou um sentimento mais ou menos duradouro, bem como não é uma busca do sofrimento para poder amar, ou uma ação isolada da totalidade do ser. Amar é “doar-se” aos outros e a uma missão a realizar, sendo que esse movimento de amor acontece em todo o nosso ser- em nossos pensamentos, em nossos sentimentos, com nossas palavras e com nossa ação. Não há como separar o “Ser”! O amor, dado por Deus, habita em nós na totalidade que somos. Como medir um amor assim?


 


Thiago Andrade
Aliança (Missão Anápolis-GO)


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