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01.Jul - Após assassinato de padre no Egito, bispo fala de martírio
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Estado Islâmico reivindicou autoria do assassinato; em julho do ano passado, outro padre já havia sido morto


Terroristas do Estado Islâmico reivindicaram a autoria da morte do padre copto-ortodoxo Rafael Moussa em al-Arish, ao norte do Sinai, no Egito. Ele morreu ontem quando tinha acabado de celebrar uma Missa em que havia condenado os ataques terroristas que ameaçam a segurança do país e atingem a unidade da população.


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O sacerdote pertencia à Igreja de São Jorge, a mesma do padre Aboud, morto em julho de 2013. Segue-se, portanto, o martírio das Igrejas do Oriente, como confirma o bispo copto católico de Giza, Dom Antonios Aziz Mina. Confira na entrevista:


Dom Antonios Aziz Mina – Há muitas formas de martírio. Há o martírio verdadeiro e o martírio de todos os dias, aquele das pessoas que não veem reconhecidos os próprios direitos por causa das próprias confissões. Então o martírio nunca terminou, continua a viver na Igreja. Este é o segundo sacerdote da mesma igreja que foi martirizado por suas ideias. Os sacerdotes não têm outra arma que não a palavra, enquanto do outro lado há armas de fogo.


O Estado Islâmico reivindicou este homicídio: os extremistas acusam a comunidade copta de se unir ao presidente al-Sisi, que proibiu os Irmãos Muçulmanos. Entre outros, ontem, celebrava-se o aniversário da grande manifestação contra Morsi…


Dom Antonios – A comunidade copta não se uniu com al-Sisi, a comunidade copta se uniu com todo o povo egípcio porque sozinha não podia fazer absolutamente nada. O povo egípcio conseguiu colocar fim àquele diabólico plano que vê a realização do Estado Islâmico em todo o Oriente Médio, isso é, do Iraque até Marrocos. Eles buscam um motivo para criar problemas e dividir o povo. Por isso, insisto no fato de que somos todos egípcios e temos todos a mesma sorte, porque é verdade!


Nesta perspectiva do Egito, então, não têm valor os chamados à unidade entre cristãos e muçulmanos que chegam do Cairo?


Dom Antonios – Em todo o Egito agora se começa a ver o perigo de criar diferenças entre cristãos e muçulmanos. Portanto se retorna à vida de antes, que é um só povo que deve ter sadias relações para viver melhor.


Como se insere o Egito de hoje no Oriente Médio?


Dom Antonios – O peso do Egito na nossa área é muito importante de todos os pontos de vista: não só em nível numérico, mas também cultural, portanto, também no plano da arte, da ciência, de tudo, em resumo. Se haverá uma salvação para o mundo árabe partirá do Egito. Se a paz será alcançada no nosso mundo, isso dependerá sempre do Egito.


Como se vive no Sinai fora de controle, onde todo dia há um atentado? A comunidade cristã local tem medo?


Dom Antonios – Tem medo, mas confiamos no exército que tem um plano muito eficaz para combater o EI. Há vítimas de todas as partes, também entre o exército e a polícia. Sentimos sempre que também eles pagam um preço caro para combater esses extremistas, no Sinai e em outros lugares. Quando nos encontramos exprimem dor; também os muçulmanos quando nos veem fazem o mesmo. A dor é a dor. A perda de uma alma, de um homem, é sempre dolorosa para todos tanto quanto.


Fonte: Canção Nova


 


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