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13.Set - Como superar a solidão?
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São vários fatores que levam a pessoa a viver na solidão


Você se sente na solidão? Não tem ninguém para conversar, nenhum lugar para ir? Até aí, tudo bem! Sente-se inferior, sem perspectivas de melhorar de vida? Pois é… muitas pessoas vivem isso.


Nesse momento, existem várias pessoas lendo este texto ao mesmo tempo que você. Na verdade, você não está só. Talvez todos sintam falta de algo mais, falta de um colo, uma amizade, um amor, uma família. Alguns sentem, até hoje, a falta do colo de um pai, de uma mãe ou mesmo dos filhos.


 


Formação Nova Aliança


 


O que mais impressiona, no entanto, é que, assim como você, muitas pessoas também se sentem solitárias em meio a uma multidão que as acompanha, seja na escola, no trabalho ou na faculdade. Por que isso acontece? Em primeiro lugar, talvez você mesmo pudesse me dizer a sua razão de estar assim; afinal, é bom ser ouvido, aceito, entendido, não é? Vejamos: Você tem procurado as pessoas? Talvez não. Pense nisso: muitos se isolam voluntariamente, mesmo não querendo estar só. Contraditório? Sim, mas acontece.


Sair do isolamento


Esse isolamento acontece quando a pessoa se fecha no ódio, no rancor, no ressentimento e no orgulho. Quantas famílias convivem, mas não trocam um olhar, um elogio, um sorriso, por causa das mágoas acumuladas! Então, vem o vazio da solidão, que só supera o orgulho ou o ressentimento quando o outro se vai e a solidão se alia à culpa. Mas você pode mudar isso! O caminho, por mais difícil e óbvio, precisa ser trilhado. Então, perdoe, mas de forma concreta!


Outras pessoas vivem uma solidão em virtude de decepções, as quais, muitas vezes, acabam destruindo toda a confiança da pessoa. Afinal, decepções doem tanto! A indiferença, a traição, a desilusão, o erro involuntário, as acusações e injustiças fazem com que alguns se sintam pequenos, impotentes.


Isso pode ser superado! Veja só: o que mais queremos nessas horas em que estamos vulneráveis? Colo. Atenção: o segredo não está no remédio, mas na forma de o obter. Em vez de pedir, que tal começar a dar? O amor é assim: quanto mais se dá, mais se tem.


Eu sei que é difícil! Afinal, os machucados aconteceram por termos nos exposto, certo? Errado! Os machucados acontecem por aquilo que esperamos obter de reconhecimento por termos arriscado, ou por não termos encontrado a forma equilibrada de viver essa doação.


Ame os que estão ao seu redor


Repare bem: o mundo de hoje está sedento de amor, atenção e carinho. Essas são mercadorias raras. Você tem essa mercadoria, e sempre que se dispuser a oferecê-la a alguém, estará oferecendo aquilo que é mais valioso para aquela pessoa. Mas é lógico que, como todo presente, você precisa estudar a pessoa a quem vai ofertá-lo. O maior sinal de intimidade é saber em que forma de amor o outro precisa recebê-lo. Eis aí um sinal de sabedoria: dar o amor do jeito que o outro precisa, do jeito que o outro entende, mas da melhor forma possível, levando-o a crescer. Muitos dão o amor do jeito que gostariam de receber, mas nem sempre funciona, pois o outro acaba por não reconhecer aquele ato como amor.


O medo da solidão, no entanto, ainda pode sobreviver a tudo isso. Por quê? Porque a solidão não vai desaparecer. Ela vai continuar fazendo parte da realidade de cada um de nós, e precisamos saber conviver com ela de forma equilibrada. O mundo em que vivemos está cheio de distrações como barulhos, redes sociais, excessivas ocupações e preocupações. Precisamos nos distanciar dessas coisas e encararmos, sem máscaras, nossa solidão; é preciso conhecê-la. A solidão é o lugar onde apaziguamos nossas distrações e contemplamos quem somos, e de quem realmente somos. Principalmente, é onde melhor podemos nos encontrar com Deus. E com Ele contemplar a nós mesmos, com tudo de bom e tudo de ruim, com nossas fraquezas, egoísmos, sofrimentos e realidades. Temos de olhar para nós mesmos com a ajuda e o olhar de Deus, um olhar que tudo vê, que tudo conhece, perdoa e ama.


Fonte: Canção Nova


Cláudia May Philippi – Psicóloga Clínica – CRP 2357/1
Kleuton Izidio Brandão e Silva – Psicólogo Clínico – CRP 6089/1


 


 


Assessoria de Comunicação


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