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03.Mar - Corpo de Dom Antônio é enterrado após procissão ao redor da Catedral
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Corpo de Dom Antônio é enterrado após procissão ao redor da Catedral

O corpo do arcebispo emérito de Goiânia Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, de 90 anos, que morreu após sofrer um infarto, foi enterrado nesta quinta-feira (2), na Catedral Metropolitana da capital. O sepultamento aconteceu após um cortejo feito ao redor igreja, no Setor Leste Universitário.

Dom Antônio foi enterrado no altar da Catedral às 11h20. Antes do sepultamento, o arcebispo de Goiânia Dom Washington Cruz fez uma missa e, em seguida, religiosos carregaram o caixão em um cortejo por cerca de 20 minutos. Ao som dos sinos da igreja, vários padres, autoridades e fiéis seguiram em procissão pelas ruas 10, 14, 19 e 20.

Durante a missa, Dom Washington Cruz ressaltou o legado deixado por Dom Antônio. "Obrigado por esses 90 anos. Sinta-se abraçado por nossa gratidão. O profetismo foi algo marcante na vida de Dom Antônio e imensos eram os desafios que ele enfrentou, principalmente pela dura realidade da capital e das cidades do interior que integram essa comunidade", disse.

Ao final da cerimônia, o arcebispo fez a última homenagem a Dom Antônio. "Prezado Dom Antônio, na perspectiva evangélica, esse é um dia de festa, de alegria, pois podemos agradecer pelas muitas graças geradas pela sua dedicação", disse.

Dom Antônio morreu na terça-feira (28), enquanto estava na casa de parentes no Setor Goiânia 2, na capital. De acordo com o reitor do Santuário da Sagrada Família, Rodrigo de Castro, o Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando o médico chegou ao local constatou o óbito.

O velório começou ainda na noite de terça-feira, quando familiares, amigos e fiéis começaram a se despedir do presbítero na Catedral Metropolitana. Ao longo de toda quarta-feira (1º) foram celebradas missas de corpo presente e realizadas homenagens ao clérigo.

Irmão de Dom Antônio, Afonso Ribeiro de Oliveira estava muito emocionado durante o velório.“Nós éramos muito próximos e a bondade dele é o que vai ficar na minha memória. Ele era mais do que um irmão para mim, era um pai. Era um homem íntegro, muito preocupado com as pessoas carentes. Por isso dói muito perdê-lo”, disse ao G1.

Segundo ele, o religioso era diabético, já tinha sofrido dois infartos e usava um marca-passo.  Dom Antônio foi arcebispo de Goiânia durante 16 anos, renunciando em 2002, quando Dom Washington Cruz assumiu a função. Desde então, residia na comunidade da Catedral Metropolitana de Goiânia.

Após uma missa na manhã de quarta-feira, Dom Washington Cruz falou sobre o legado deixado pelo seu precursor. “Dom Antônio sempre trabalhou com a perspectiva de unir, nunca dividir. Ele sempre visou reunir aqueles que estavam dispersos, principalmente os pequenos, os pobres, os que estão marginalizados. Ele sempre trabalhava para reintegrá-los junto da comunhão na igreja”, lembrou.

Dom Washington ressaltou, ainda, que Dom Antônio teve uma atuação importante para firmar os laços da Igreja Católica em Goiânia. “Ele era um homem de diálogo, que sabia conversar com os grandes e com os pequenos. Ele sempre tinha preferência, como todo bispo deve fazer, pelos pobres e pelos jovens. E é isso que nós desejamos continuar fazendo, para que o trabalho dele tenha continuidade e possa cada vez mais se aprofundar, se ampliar”, afirmou.

Luto
A Arquidiocese de Goiânia publicou em suas redes sociais uma nota informando a respeito do falecimento de Dom Antônio. O texto diz: "É com muito pesar que informamos o falecimento do nosso estimado arcebispo emérito Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, ocorrido nesta tarde, 28 de fevereiro".

Fiéis compartilharam a nota e comentaram lamentando a morte do clérigo. Alguns ainda elogiam a trajetória dele na igreja.

Já o governo estadual decretou luto oficial de três dias e divulgou uma nota lamentando a morte. "Goiás e o Brasil perderam um dos maiores pastores da história da Igreja Católica no País. Com sua vida pastoral inteiramente dedicada aos brasileiros mais pobres, injustiçados e oprimidos, além de seu exemplar trabalho voltado à defesa das minorias, Dom Antonio deixa registrado um dos maiores exemplos de dedicação, abnegação e trabalho em prol do povo de Goiás e do Brasil", destacou o texto.

Trajetória
Dom Antônio nasceu em Orizona, se tornou padre aos 22 anos e bispo aos 34. O pároco foi bispo auxiliar de Goiânia e, em seguida, bispo de Ipameri, também no sul do estado. Entre 1986 e 2002 ele foi o arcebispo da capital goiana.

O religioso, que também foi presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no Centro-Oeste, celebrou, em 1991, uma missa campal para mais de 500 mil pessoas durante a visita do Papa João Paulo II a Goiânia.


Fonte: G1

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