CONTEÚDO
Notícias
 
06.Out - Devemos intervir quando um pai disciplina duramente uma criança em público?
Aumentar Fonte +
Diminuir Fonte -

Formação Nova Aliança


Na semana passada, Erika Burch, mãe de quatro filhos, estava em um supermercado no Texas com seu marido quando viu uma criança andando com a cabeça em um ângulo estranho ao lado do carrinho de compras empurrado pelo seu pai. Quando Burch olhou com mais atenção, ela percebeu que o homem tinha envolvido o cabelo de sua filha firmemente em torno da alça do seu carrinho de compras, puxando-a enquanto caminhavam.


O marido de Burch disse que a menina estava chorando, “Por favor, pare! Eu não vou fazer isso de novo”, ela implorava para ele deixá-la ir. A senhora Burch imediatamente interveio, pedindo ao homem para soltar sua filha e quando ele se recusou, ela ligou para a polícia. Um policial da loja respondeu o chamado imediatamente e a situação está agora sendo revista pela lei.


O pai da jovem, depois de Burch entrar em cena, não se importou com a amabilidade de sua intervenção … na verdade, ele a amaldiçoou. Mais tarde, Burch compartilhou o que tinha acontecido naquele dia em seu Facebook. Sua postagem foi compartilhada quase 250.000 vezes, o que gerou uma quantidade razoável de apoio – mas também comentários negativos de leitores dizendo que ela não deveria intervir quando alguém estiver disciplinando seus filhos.


Então o que devemos fazer quando sentimos que uma criança está sendo maltratada em público? Até que ponto é ir longe demais? Devemos olhar de outra maneira quando não temos certeza se a forma de disciplina é um abuso?


Acho que minha resposta a essas grandes questões precisa começar com outra pergunta: se não intervirmos, quem o fará?


Eu acho difícil acreditar que um pai que está disposto a disciplinar duramente em público não faça pior em casa. E o que acontece quando eles vão para casa se outros adultos não estão protegendo sua segurança? Talvez as coisas não sejam piores em casa, mas não há mal nenhum em se certificar.


Para mim, a parte mais difícil desse cenário é o risco que corremos com nossa própria segurança ou a segurança dos nossos filhos se eles estão por perto, quando nos confrontamos diretamente com um pai que sentimos estar agindo de forma inadequada ou perigosa. Infelizmente os noticiários estão cheios de histórias de pessoas com problemas que cometem um ato hediondo em relação a seus próprios filhos ou completos estranhos. Intervir individualmente, em uma situação já tensa, poderia colocá-lo, ou a criança afetada, em mais perigo.


Mas, mesmo correndo risco, eu sinto que não podemos deixar situações como esta sem solução. Se falar pode acabar imediatamente com a situação, em seguida, agir com calma pode ser uma boa opção. Mas se a segurança é uma preocupação, alertar as pessoas a sua volta e ligar para a polícia pode ser uma opção mais cautelosa para todos os envolvidos.


Nós ouvimos tantas vezes o ditado “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”, mas as pessoas raramente estão dispostas a ajudar. As crianças de hoje são criadas em uma bolha que suas próprias famílias criam. Isto muitas vezes pode ser positivo, mas também pode ser perigosamente negativo. Todos nós precisamos ficar alertas e atentos ao que está acontecendo com as crianças ao nosso redor. Dizer a nós mesmos que alguém vai lidar com isso não é o caminho para garantir que todos estarão bem.


Mesmo se você for acusado de ser um intrometido, intervir para defender uma criança é a única coisa ética a se fazer; além de mostrar à criança que aquilo que seus pais estão fazendo não é bom. E a criança vai se lembrar da mensagem – que alguém notou que ela estava sendo prejudicada e importou o suficiente para dizer alguma coisa.


Pessoas que sofreram abuso quando crianças disseram que ainda pior do que o abuso era saber que outros adultos sabiam o que estava acontecendo e nunca interferiram. Mostrar a uma criança que outros adultos se importam com o que está acontecendo com ela, mesmo que você seja apenas uma senhora no supermercado, pode ser pelo menos um pouco de conforto a uma criança que acha que ninguém está do lado dela.


Mas e quando você não tem certeza se é abuso ou apenas disciplina? A maioria de nós já deve ter visto um pai ou filho perder o controle em público. Ser mãe de cinco crianças (incluindo um com autismo que teve muitos desabafos em público), meu primeiro pensamento quando eu ouço uma explosão emocional em público não é de abuso, mas sim: “existe uma maneira que eu possa ajudar?”.


Nós não precisamos saber com antecedência se é um “mau” pai, mas se esta é uma família que precisa de apoio. Toda criança precisa de uma aldeia – uma que as mantenham seguras contra danos e as lembrem o quanto elas são importantes.


*Jessica Watson é mãe de cinco. Ela vive em uma casa barulhenta em Michigan, onde ela encontra momentos ocasionais de silêncio para escrever. Jessica é autora do livro infantil “Soon” e do blog FourPlusanAngel.com.


Fonte: Aleteia


 


Assessoria de Comunicação


Nova Aliança 25 anos




Indique a um amigo
 
NEWSLETTER: Informe o seu e-mail para receber as nossas novidades
Contato
  • ESCRITÓRIO

    Avenida Miguel João, 463, Anápolis/GO - Centro

  • (62) 3943-5555


  • Ou

    CEP: 75020-360

  • Dúvidas, críticas e sugestões
  • A sua opnião ajuda a construir um serviço de qualidade. Por isso, envie-nos suas sugestões, críticas e elogios ou dúvidas.

  •  

    Copyright © 2019 Comunidade Católica Nova Aliança. Todos os direitos reservados.