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16.Jun - Nova Aliança celebra Corpus Christi na diocese de Anápolis
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Nova Aliança celebra Corpus Christi na diocese de Anápolis

Nesta quinta-feira, 15, a Igreja celebrou em todo o mundo a Festa de Corpus Christi, em que solenemente se comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

A festa é conhecida como o único dia do ano em que o Santíssimo sai às ruas em procissão, sobre os tapetes confeccionados pelos fiéis.

Na cidade de Anápolis essa tradição acontece de forma muito peculiar onde cada paróquia sai em procissão com o Santíssimo em direção a Igreja Santana, onde no encontro das procissões os fiéis se unem ao Bispo para a celebração da Santa Missa.

A nossa Comunidade, neste sentido, é privilegiada por acolher algumas dessas procissões que, no seu trajeto, passam na frente da Capela do nosso Centro de Evangelização. Esse ano, em particular acolhemos três paróquias. Após a bênção do Santíssimo conduzida pelo pároco de cada paróquia, acompanhamos a última procissão até a praça da Igreja Santana para juntos participarmos da celebração eucarística. Durante o caminho, encontramos ainda com outras procissões que se dirigiam para o mesmo local.

Ver Jesus sendo adorado por aquela multidão, a quantidade de âmbulas com hóstias para serem consagradas, a presença de todo o clero, tantos padres, diáconos, seminaristas, ministros, coroinhas, tudo isso  já mostravam a grandiosidade e importância daquela solenidade em que o ator principal era Cristo. A presença d'Ele foi quem atraiu tantas pessoas que ali estavam apenas para adorá-lO.

 

Origem da Festa de Corpus Christi

 

De acordo com o professor Felipe Aquino, no final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo, a exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi. Foi criada, neste lugar, uma festa em que se comemorava a Presença Real do Corpo de Cristo na Eucaristia.

O pedido por uma festa litúrgica anual partiu do próprio Jesus à uma freira chamada Juliana de Mont Cornillon, através de uma experiência mística.

 

Milagres Eucarísticos

 

A origem da festa também foi motivada por um Milagre Eucarístico, ocorrido em Bolsena, na Itália.

Um padre, chamado Pedro de Praga, da Boêmia, estava celebrando uma Missa na Cripta de Santa Cristina, quando começaram a cair gotas de sangue da hóstia consagrada sobre o corporal.

Na ocasião, Papa Urbano IV, que residia em Orvieto, ordenou ao Bispo Giácomo que trouxesse as relíquias. Isso foi feito em procissão. Ao encontrar a procissão na entrada de Orvieto, O Papa pronunciou, diante da relíquia eucarística, as palavras: “Corpus Christi” (O Corpo de Cristo).

No dia 11 de agosto de 1264, o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, que oficializava a Festa em Honra ao Corpo de Cristo como uma solenidade a ser celebrada anualmente na quinta-feira após a oitava de Pentecostes.

No século XIV o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, dando à Festa um caráter mundial.

São muitos os Milagres Eucarísticos na História da Igreja: Lanciano, Ferrara, Offida, Sena, Turim, entre outros. Padre Júlio ressalta como a Igreja vê esses acontecimentos:

“Os milagres eucarísticos evidenciam a Presença Real de Jesus no meio dos homens, e são vistos pela Igreja como um sinal, pois é o próprio Deus que se manifesta de forma visível ao povo, um milagre que nos deixa claro que o Senhor está presente na Eucaristia. Em que a hóstia consagrada se torna a carne, e o vinho consagrado se torna o sangue.”

 

Tradição dos Tapetes

 

Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

No dia dedicado ao Corpo de Deus (Corpus Christi), várias cidades brasileiras, organizam procissões, que percorrem as ruas enfeitadas com tapetes. A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular

Utilizando diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas, as pessoas montam, com grande arte, um tapete pelas ruas, formando desenhos relacionados ao Santíssimo.

Por este tapete passa a procissão, o sacerdote vai á frente carregando o ostensório e em seguida pelas pessoas que participam da festa. Tudo isto tem muito sentido e deve ser preservado.

 

* Devoção no Brasil

 

A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares em que chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis-SC.

 

As procissões portuguesas eram esplendorosas: tropas, fidalgos, cavaleiros, andores, danças e cantos. A imagem de São Jorge, padroeiro de Portugal, seguia a procissão montada em um cavalo, rodeada de oficiais de gala.

 

O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma abundância de cores. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.


Fotógrafo: Radio Vaticano

Fonte: Lisiana de Fátima

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